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domingo, 25 de janeiro de 2009

Sonhos X Realidade (Rigel Castro)


Escancara tuas portas...
Meus sonhos pedem passagem.
Viva a dualidade da vida.
Ora utopia, ora lucidez.
Viva a tristeza!
Viva as lagrimas!
Viva a esperança!
Viva o sorriso!

Será a realidade um sonho...
Ou o sonho uma realidade?

Não sei se posso ser fiel aos meus sonhos,
Mas tenho certeza que neles existem verdades escondidas.

Os sonhos são as janelas dos sentimentos,
Aqueles bem ocultos.
A dor,
A insegurança,
A solidão.

Escancara sua alma...
Preciso saber a realidade.
A vida agora é apenas lucidez
Viva o choro!
Viva a dor!
Viva a solidão!
Viva a desilusão!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008




Metade (Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Final de Novembro(Rigel Castro)

O ano correu
A hora chegou
O medo
A angustia
A aflição
A hora chegou,
Ela chegou
Tudo se resume em alguns instantes!

A hora passa e a vida continua!

Lírio do campo dos sonhos!(Rigel Castro)

Nem sempre posso ter você perto de mim,
Sou consciente da saudade que detenho no meu coração, e que fomento no seu.
Sei que és culpa minha, os rios intermitentes que escorrem na face da tua alma e a agonia que por hora se instalou no seu coração.
As asas dos meus sonhos esbarram em obstáculos naturais do ser humano que só poderão ser transpostos em um futuro incerto.
Nunca alcançaremos o gozo enquanto estivermos presos ao passado e ao medo do futuro.
Nem sempre o final feliz é o melhor pra gente.

sábado, 22 de novembro de 2008

Alegria, Alegria (Caetano Veloso)

CAMINHANDO CONTRA O VENTO
SEM LENÇO, SEM DOCUMENTO
NO SOL DE QUASE DEZEMBRO
EU VOU

O SOL SE REPARTE EM CRIMES,
ESPAÇONAVES, GUERRILHAS
EM CARDINALES BONITAS
EU VOU

EM CARAS DE PRESIDENTES
EM GRANDES BEIJOS DE AMOR
EM DENTES, PERNAS, BANDEIRAS
BOMBA E BRIGITTE BARDOT
O SOL NAS BANCAS DE REVISTA
ME ENCHE DE ALEGRIA E PREGUIÇA
QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA
EU VOU

POR ENTRE FOTOS E NOMES
OS OLHOS CHEIOS DE CORES
O PEITO CHEIO DE AMORES VÃOS
EU VOU
POR QUE NÃO, POR QUE NÃO

ELA PENSA EM CASAMENTO
E EU NUNCA MAIS FUI À ESCOLA
SEM LENÇO, SEM DOCUMENTO,
EU VOU

EU TOMO UMA COCA-COLA
ELA PENSA EM CASAMENTO
E UMA CANÇÃO ME CONSOLA
EU VOU

POR ENTRE FOTOS E NOMES
SEM LIVROS E SEM FUZIL
SEM FOME SEM TELEFONE
NO CORAÇÃO DO BRASIL

ELA NEM SABE ATÉ PENSEI
EM CANTAR NA TELEVISÃO
O SOL É TÃO BONITO
EU VOU
SEM LENÇO, SEM DOCUMENTO
NADA NO BOLSO OU NAS MÃOS
EU QUERO SEGUIR VIVENDO, AMOR
EU VOU
POR QUE NÃO, POR QUE NÃO...


Força e determinação...amanhã é o dia!

sábado, 15 de novembro de 2008

QUEM MORRE? (Pablo Neruda)

QUEM MORRE?
(Pablo Neruda)



Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...

Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008




Triste!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tempo (Rigel Castro)

Sou escravo durante o dia, mas ao anoitecer sinto-me livre para viver meu ócio corriqueiro, afasto-me um pouco desse mundo caótico para entregar-me à boemia de um quarto escuro.
Mesmo cansado, sempre recuso a cama, não acho justo que um dia ruim seja recompensado por horas de sono... Não posso virar uma máquina Programada para fazer tudo igualzinho todos os dias. Acordar, comer, trabalhar, comer, trabalhar comer, dormi acordar, comer, trabalhar...
Sou guerreiro do tempo, multiplico os minutos, e não me entrego ao cansaço das horas, evito os caminhos iguais, crio passos e discursos diferentes, não me entrego aos desejos ínfimos dos desertos humanos... Sou tácito por natureza com um leve toque de uma estrela incandescente.

Ausência. (Rigel Castro)

Quando a noite chega e as luzes se apagam
A dor da tua falta se faz cada vez mais presente
Não me importa se por alguns instantes escuto sua voz,
A saudade não ameniza o vazio que se mudou pra mim.
Longe de você meus olhos me guiam para a solidão...